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Congresso/PS: Ana Catarina Mendes levanta delegados depois de elogios a Costa

Este artigo tem mais de 7 anos

A secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, recebeu hoje prolongados aplausos dos congressistas com os elogios que fez ao líder socialista, António Costa, pedindo mobilização para as eleições legislativas, regionais da Madeira e europeias.

Ana Catarina Mendes, “número dois” da direção deste partido, falava momentos antes de os delegados socialistas terem aprovado por ampla maioria a moção de orientação política apresentada por António Costa, intitulada “Geração 20/30”.

Na sua intervenção, a secretária-geral adjunta do PS não se referiu ao tema relativo ao posicionamento ideológico do seu partido, que ocupou parte dos trabalhos de sábado, nem abordou a questão se a atual solução de Governo, com o apoio do Bloco de Esquerda, PCP e PEV no parlamento, deve continuar na próxima legislatura.

Ana Catarina Mendes optou antes por puxar pela história do PS, evocando o resistente antifascista Edmundo Pedro, que faleceu recentemente, e referiu-se com rasgados elogios a António Costa.

“O PS apresenta-se aos portugueses com a credibilidade e com a serenidade de ter um líder que é determinado, convicto, de esquerda e que foi capaz de trazer nos últimos dois anos e meio a esperança e a confiança a Portugal. António Costa é o melhor herdeiro do legado da nossa história”, afirmou, recebendo o primeiro de vários prolongados aplausos.

A “número dois” dos socialistas referiu-se ao seu partido como sendo “da esquerda democrática, progressista, das liberdades e da defesa radical da democracia” – uma definição que cabe em qualquer das correntes partidárias.

Agradeceu a António Costa e ao ministro das Finanças, Mário Centeno, por Portugal ter as contas públicas em ordem e, logo a seguir, apontou que o PS conseguiu nas últimas eleições autárquicas o seu melhor resultado de sempre, vencendo 165 câmaras.

Neste contexto, apelou à mobilização de todos os militantes e simpatizantes socialistas para o próximo ciclo eleitoral de 2019.

No caso das regionais da Madeira, a dirigente socialista considerou que é possível que o PS alcance o seu primeiro triunfo, enquanto que em relação às europeias afirmou que será “merecido” se os socialistas portugueses reforçarem a sua representação no Parlamento Europeu.

Já sobre as eleições legislativas, Ana Catarina Mendes puxou pelas emoções dos delegados e fez novo rasgado elogio a António Costa.

“Vamos ganhar as próximas eleições legislativas. António Costa merece continuar a ser o primeiro-ministro de Portugal”, acrescentou.

Antes, o coordenador da moção do candidato derrotado nas últimas diretas do PS (Daniel Adrião) considerou “fundamental que o partido tenha uma agenda democrática e ética interna”.

Para Nuno Cunha Rolo, “o PS tem de ser um partido não só de ideias, mas de ideais”, defendendo para o partido e para o sistema político “um choque democrático em linha com essa agenda democrática e ética”.

“Uma introdução de novas regras, instrumentos novos para combater a impotência democrática, que existe, a imoralidade política, que existe, e, também, a lógica centralista e fechada da tomada de decisões que também existe”, declarou.

O coordenador da moção de Daniel Adrião, denominada “Reinventar Portugal”, referiu ainda a necessidade de abrir e regenerar o PS e “promover melhores regras, melhores lideranças e também melhores práticas”.

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