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Comerciantes fazem balanço positivo dos limitadores de som nos bares de Lisboa

Este artigo tem mais de 8 anos

No dia em que passa um ano desde que passou a ser obrigatória a aplicação de medidas de limitação de ruído nos bares de Lisboa, as associações de comerciantes ouvidas pela agência Lusa fazem um balanço positivo da medida.

Desde 08 de março de 2017 que passou a ser obrigatório para os estabelecimentos de Lisboa com música ao vivo ou amplificada, que funcionam após as 23:00, colocar limitadores de som nas aparelhagens, correndo o risco de serem multados ou obrigados a fechar mais cedo.

A medida, que se enquadra no novo Regulamento dos Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos de Venda ao Público e de Prestação de Serviços no Concelho de Lisboa, em vigor desde o final de 2016, começou a ser aplicada após um período de adaptação de 120 dias.

Para a Associação de Comerciantes do Cais do Sodré, que representa alguns dos estabelecimentos da zona (principalmente concentrados na ‘Rua Cor de Rosa’), estas “medidas de controlo do ruído são bastante positivas e eram importantes para disciplinar algo que era a principal fonte de conflito em bairros com várias valências”.

“Tenho a perceção de estar no sítio e, tirando algumas exceções, a música na rua praticamente não existe, está muito mais controlado”, disse à agência Lusa o presidente da associação, Gonçalo Riscado.

O responsável admitiu, porém, que, “como todas as medidas novas, com impacto grande a nível técnico e logístico, demora algum tempo para estar tudo a funcionar”.

Assim, “os resultados são bastante positivos, mas nem tudo funcionou de forma perfeita, como é normal”, dado que a medida “acarretou um custo considerável para os comerciantes”, que tiveram de acarretar com os custos dos equipamentos e da sua instalação, acrescentou.

Na opinião de Gonçalo Riscado, a medida também “tem consequências, não há como não ter”, mas “é bastante importante para os estabelecimentos terem bem definidos os limites do seu trabalho”.

Também ouvida pela Lusa, a Associação dos Comerciantes do Bairro Alto (outra zona da cidade onde está concentrada uma grande quantidade de bares e estabelecimentos de diversão noturna) partilha da ideia de que a medida “veio contribuir para pacificação do conflito que havia entre comerciantes e moradores”.

“Com o novo regulamento de horários, os comerciantes do Bairro Alto são iguais aos do resto da cidade, e isso é muito positivo para nós”, salientou o presidente Hilário Castro.

O presidente salientou, porém, que “inicialmente este sistema veio sobrecarregar os comerciantes”, com “os custos acrescidos da sua implementação”.

Ainda assim, “todos os comerciantes acataram e implementaram os sistemas, e isso é algo que deve ser salientado”, referiu, apontando esperar que “sejam reconhecidos os esforços que os comerciantes fizeram, e que lhes possa ser alargado o horário de funcionamento”, uma vez que “há muito têm vindo ser impostas restrições” naquela zona da cidade.

Questionado sobre alguma resistência por parte dos comerciantes a acatar as novas regras, o mesmo responsável elencou que a “implementação dos limitadores obrigou a alterações, mas foi pacífico”.

“A associação, dentro do que é possível, esteve no terreno e sensibilizou as pessoas que todos teríamos a ganhar com a implementação”, acrescentou.

A agência Lusa pediu um balanço à Câmara Municipal, mas até ao momento não obteve resposta. Também o pedido de entrevista ao vice-presidente do município foi negado.

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