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Cinco arguidos acusados de tráfico de pessoas, auxílio à imigração ilegal e lenocínio

Este artigo tem mais de 9 anos

O Ministério Público acusou cinco arguidos de tráfico de seres humanos, auxílio à imigração ilegal, lenocínio e falsificação de documentos, após uma investigação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), foi hoje anunciado.

Em comunicado hoje divulgado, o SEF adianta que os arguidos acusados mantinham uma sociedade comercial, publicitada na imprensa escrita e em sites específicos da internet, como “centro de massagens”, onde mulheres nacionais e estrangeiras se prostituíam a troco de elevadas quantias monetárias.

Os arguidos “recrutavam mulheres para se prostituírem, aproveitando-se da situação de vulnerabilidade das que se encontravam em situação irregular em Portugal, sujeitando-as a exploração sexual, enquanto estas não pagassem as dívidas contraídas e nos moldes por eles estabelecidos”, refere o comunicado.

A sociedade comercial, também acusada, era utilizada para elaborar contratos de trabalho fictícios, que eram vendidos por centenas de euros a cidadãos estrangeiros em situação irregular, para, de forma fraudulenta, se legalizarem em Portugal.

Após a investigação, o MP acusou cinco arguidos – três cidadãos nacionais, um estrangeiro e uma sociedade comercial – pelos crimes de tráfico de pessoas, auxílio à imigração ilegal, lenocínio e falsificação de documentos.

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