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CDS-PP: Estão abertas as hostilidades

Este artigo tem mais de 6 anos

Eram onze horas e nove minutos, uma hora depois do previsto, quando abriu o microfone no 28.º Congresso do CDS-PP: “Bom dia, senhores congressistas, agradeço que se sentem nas mesas de trabalho, e sublinho trabalho, para dar início às actividades”, ouviu-se.

Segundos depois entra na sala Assunção Cristas, a última a chegar, como uma noiva, não fosse este o dia do divórcio. No pavilhão, já mais de meio cheio, perto de 700 pessoas, o aplauso vai subindo de tom, à medida que os congressistas percebem quem acabou de chegar.

São 11:38 quando a líder fala pela primeira vez: “[…] Cumpre-me hoje reconhecer uma evidência: falhei o resultado. Falhei porventura a análise das possibilidades que se abriam com as novas circunstâncias políticas e os resultados ficaram muito aquém das minhas e das vossas expectativas”.

Assunção Cristas agradece a todos, faz um mea-culpa, fala na matriz do CDS, na carta de princípios alicerçada na democracia-cristã, e cita o consolo das palavras do Papa Francisco – “a política pode tornar-se verdadeiramente uma forma eminente de caridade”.

Agora, e já depois do minuto de silêncio por Freitas do Amaral, começa um novo ciclo no CDS: cinco candidatos à liderança e doze moções serão apresentados ao congresso. Noventa e oito congressistas terão a palavra, numa discussão que se alongará e só terminará por volta das duas horas da manhã, deixando o tempo exacto para a elaboração, verificação e impressão das listas. A votação começará às nove da manhã e à hora de almoço o CDS terá um novo líder.

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