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Caso de ‘legionella’ na Maia: Técnicos da inspeção do Ambiente recolheram amostras em fábrica

Este artigo tem mais de 9 anos

Técnicos da inspeção-geral do Ambiente já recolheram amostras para esclarecer a existência da ‘doença dos legionários’ numa fábrica da Maia, distrito do Porto, depois de ter sido detetado um caso, disse hoje fonte do Ministério do Ambiente.

“Depois de termos sido notificados pela Direção Geral da Saúde, na segunda-feira, técnicos deslocaram-se ao local para recolher amostras”, referiu a fonte do Ministério liderado por João Matos Fernandes, que tutela a Inspeção Geral da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (IGAMAOT).

Quando os resultados estiverem disponíveis, serão definidos os procedimentos adequados, acrescentou.

Na segunda-feira, a Direção-Geral de Saúde (DGS) revelou que há um caso confirmado de “doença dos legionários” numa fábrica na Maia, distrito do Porto, e outros sete “em estudo”, tendo sido tomadas “todas as medidas para controlar o problema e prevenir novas ocorrências”.

O presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, criticou a DGS por esta não ter alertado a autarquia para o caso de “doença dos legionários”.

Em declarações à agência Lusa, Bragança Fernandes afirmou que não foi contactado pelo que desconhece a origem do caso e se vê “sem dados para poder por em ação” os seus meios de Proteção Civil.

Contactado hoje pela Lusa, o diretor-geral da Saúde, Francisco George, escusou-se a comentar as críticas do presidente da Câmara da Maia acerca deste assunto.

Na segunda-feira, Francisco George disse à Lusa que “o Instituto Ricardo Jorge identificou a relação causa-efeito entre as secreções pulmonares de um doente com pneumonia provocadas por uma bactéria que é a mesma detetada na água da torre de arrefecimento da respetiva empresa fabril”.

De acordo com Francisco George, o caso hoje confirmado foi sinalizado na última semana de fevereiro.

“Todas as medidas foram tomadas para controlar o problema e prevenir novas ocorrências. Prosseguem os estudos em mais sete casos que foram diagnosticados nas últimas semanas”, disse Francisco George que não quis, para já, adiantar qual a fábrica afetada pelos casos de ‘legionella’, nem se a unidade foi encerrada.

A doença, provocada pela bactéria ‘legionella pneumophila’, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

 

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