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Candidatos presidenciais reagem ao ataque dos EUA na Venezuela

Os acontecimentos na Venezuela provocaram uma série de reações entre os candidatos à Presidência da República.

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A intervenção militar dos Estados Unidos, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro, suscitou preocupação sobretudo em relação à comunidade portuguesa no país, estimada em cerca de meio milhão de pessoas.

Luís Marques Mendes

Luís Marques Mendes, social-democrata, defendeu uma desescalada da intervenção norte-americana e destacou que, segundo as informações que recolheu, a comunidade portuguesa na Venezuela se encontra “bem, tranquila e serena”. O ex-líder do PSD salientou que a prioridade deve ser proteger os cidadãos portugueses e apostar nos esforços diplomáticos.

Marques Mendes recordou ainda que a União Europeia não reconheceu as últimas eleições venezuelanas e mantém um afastamento significativo do regime, sublinhando a incerteza sobre os próximos passos na região.

António José Seguro

Por sua vez, António José Seguro disse acompanhar atentamente os acontecimentos e sublinhou a relevância de respeitar o Direito Internacional. O candidato apoiado pelo PS destacou que as relações entre os Estados devem ser pautadas pelo respeito, soberania e princípios internacionais, acrescentando que ainda está a recolher informações fidedignas sobre a intervenção norte-americana.

Henrique Gouveia e Melo

Também Henrique Gouveia e Melo manifestou críticas à operação. Para o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, a ação dos EUA não é legítima e coloca em risco a soberania de outros países. O candidato recordou que já tinha alertado, em março de 2024, para o abalo das relações internacionais que operações como esta poderiam provocar.

Gouveia e Melo afirmou ainda estar preocupado com a comunidade portuguesa e defendeu um posicionamento cauteloso de Portugal, esperando que a situação se resolva “sem vítimas”.

Catarina Martins

A candidata do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, criticou o silêncio da União Europeia e apelou a uma reação clara de condenação. Para Catarins Martins, Portugal deve garantir a proteção da comunidade portuguesa e exigir que a UE se posicione contra o que descreveu como um risco de guerra global.

A candidata comparou a situação venezuelana com a invasão russa na Ucrânia, defendendo que a mesma postura de rejeição a operações militares deve ser aplicada neste caso.

João Cotrim de Figueiredo

João Cotrim de Figueiredo, antigo líder da Iniciativa Liberal, considerou que a ação dos Estados Unidos é criticável, sublinhando que não houve qualquer diálogo ou consulta internacional prévia. O liberal reforçou que a comunidade internacional falhou ao lidar com a ditadura venezuelana, que há anos oprime o povo e usurpou eleições, e defendeu que Portugal deve garantir que os cidadãos nacionais se sintam protegidos e apoiados em situações de crise internacional.

André Ventura

Por fim, André Ventura, presidente do Chega, saudou a captura de Nicolás Maduro como um sinal de liberdade e esperança. O candidato destacou que a operação representa uma oportunidade para o povo venezuelano e para as comunidades portuguesas viverem em democracia, livres do jugo de um ditador narcotraficante.

Jorge Pinto

O candidato presidencial Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, classificou a ofensiva norte-americana como um “ataque ilegal ao arrepio do Direito Internacional” e manifestou a expectativa de que Portugal, a União Europeia e os restantes países da NATO não prestem qualquer apoio à operação.

Sublinhando que a sua principal preocupação é a segurança da comunidade portuguesa residente na Venezuela, Jorge Pinto deixou ainda um aviso direto ao Governo português: “Espero que os responsáveis portugueses sejam muito claros no repúdio a esta ação, porque ela, muito em breve, pode virar-se contra nós”.

António Filipe

Também o candidato comunista António Filipe exigiu uma “condenação” inequívoca da intervenção, defendendo que “as guerras devem ser condenadas, onde quer que ocorram”.

Na sua leitura, o que está verdadeiramente em causa é o controlo dos recursos minerais e petrolíferos venezuelanos, algo que considera evidente, sublinhando que deve existir sempre respeito pela soberania dos povos.

António Filipe rejeitou ainda qualquer justificação para uma invasão externa motivada por divergências políticas internas, frisando: “Não pode haver uma invasão de um país soberano só porque discordamos do governo desse país”.

O candidato fez questão de esclarecer que a sua posição não resulta de afinidades ideológicas com Caracas: “Esse país não é da minha cor política, a minha cor política é o nosso país, é Portugal. Eu não tenho é dois pesos e duas medidas”.

*Artigo atualizado às 14:08 para incluir as últimas declarações dos candidatos presidenciais*

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