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Caçadores matam elefante numa reserva natural do Cambodja

Este artigo tem mais de 7 anos

Um elefante foi encontrado morto numa reserva natural do Cambodja com a cauda e as presas cortadas, anunciaram as autoridades do país asiático, um dos maiores centros de tráfico ilegal de animais selvagens do mundo.

O macho, morto há 10 dias, tinha “um impacto de bala debaixo do olho direito”, destacou Neth Pheaktra, porta-voz do ministério do Ambiente.

O cadáver foi encontrado no domingo numa reserva da província de Mondulkiri (leste). O elefante asiático está na lista de espécies em risco da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

As autoridades estão à procura dos caçadores. Na Ásia, os elefantes são caçados principalmente pelas suas presas, mas também há uma elevada procura quanto aos pelos das suas caudas, considerados amuletos e utilizados no fabrico de jóias.

Com a desflorestação e a caça, a população de elefantes caiu drasticamente no Cambodja, onde restam provavelmente apenas 400 animais, de acordo com a ONG Mondulkiri Project.

Os produtos à base de marfim, assim como os fabricados com escamas de pangolim e chifres de rinoceronte, são muito procurados no Vietname e na China, onde são utilizados na medicina tradicional pelas suas supostas virtudes de cura contra o cancro ou a impotência sexual.

O Cambodja é um local de trânsito importante, pois os traficantes enfrentam penas bastante mais severas na vizinha Tailândia. Por essa razão também, o tráfico não deverá diminuir tão cedo. Por exemplo, as autoridades do Cambodja apreenderam em dezembro mais de mil presas de elefante num contentor procedente de Moçambique.

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