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“Não iremos tomar a iniciativa de pedir compensação ao Estado pela derrocada na A1. Não queremos, nesta hora de calamidade e atendendo à materialidade, penalizar os contribuintes portugueses”, afirmou o presidente da Comissão Executiva do Grupo Brisa, ouvido na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação.
Pires de Lima foi chamado de urgência ao parlamento para prestar esclarecimentos sobre o abatimento registado ao quilómetro 191 da A1, ocorrido às 17h36 do dia 11 de fevereiro. Segundo explicou, a Brisa foi contactada pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para proceder ao encerramento preventivo do sublanço entre Coimbra Sul e Coimbra Norte, após a rutura do dique do Mondego no ponto exato da infraestrutura.
“De imediato, espoletámos todas as ações necessárias para promover o encerramento preventivo da A1, em articulação com a GNR, executado da forma mais segura possível. Às 18h36, o tráfego estava totalmente limpo”, referiu.
De acordo com o responsável, doze dias após o incidente foi possível repor, em segurança, a circulação condicionada no sentido Sul–Norte. Duas semanas depois do evento, a Brisa está agora em condições de concluir a intervenção. “Daremos a obra como finalizada amanhã, quinta-feira, dia 26 de fevereiro. Pediremos então ao IMT que inicie o processo de verificação das condições de total segurança para a reabertura da circulação total”, acrescentou.
Pires de Lima sublinhou que a Brisa não gere diques nem infraestruturas hidráulicas e que não detinha qualquer informação que permitisse antecipar a rutura do dique de Casais, na margem direita do Rio Mondego. Ainda assim, frisou que a concessionária assumiu desde o primeiro momento o compromisso de repor a operacionalidade da via.
As perdas financeiras resultantes do incidente ultrapassam os três milhões de euros, admitiu, mas garantiu que a empresa não avançará com qualquer pedido de compensação ao Estado. “A Brisa tem como propósito ligar pessoas através de uma mobilidade simples, segura e sustentável. É esse propósito que queremos ver restabelecido na região de Coimbra”, afirmou.
O responsável explicou ainda que, pelas 21h30 do dia 11 de fevereiro, a pressão das águas provocou a cedência da laje de transição junto ao Viaduto C do Mondego, originando o abatimento da plataforma no sentido Norte–Sul. Quinze dias depois, e por fatores externos à concessionária, abriu-se uma cratera com cerca de 20 metros de largura, 15 de comprimento e oito de profundidade.
Nos trabalhos de recuperação estiveram envolvidos diariamente mais de 70 trabalhadores e técnicos, apoiados por mais de 50 meios, incluindo maquinaria pesada e transporte. No total, foram depositadas mais de nove mil toneladas de material pétreo para estabilização do aterro e proteção da zona afetada.
O prazo inicialmente previsto para a reposição total da circulação era de cinco a seis semanas, mas a Brisa antecipou a conclusão da obra, permitindo o restabelecimento integral da ligação entre Lisboa e Porto nos próximos dias.
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