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Bancada do PSD ainda sem avanços nas alterações ao regulamento interno

Este artigo tem mais de 7 anos

As alterações ao regulamento interno da bancada do PSD no regime de faltas, que tinham sido prometidas em dezembro para avançarem no início do ano, ainda não se concretizaram, aguardando pela conclusão de outros trabalhos parlamentares.

No final da reunião da bancada do PSD, o líder parlamentar Fernando Negrão afirmou que o assunto central discutido hoje pelos deputados sociais-democratas foram “as despesas e as ajudas de custo aos deputados”, no âmbito de um grupo de trabalho a decorrer na Assembleia da República.

“Colhemos as opiniões para continuar a discussão no âmbito do grupo de trabalho”, afirmou Negrão, escusando-se a avançar dados concretos sobre a posição da bancada do PSD, que ainda terá de ser articulada com a direção do partido.

“O contributo que o PSD vai dar é no sentido de haver de facto maior clareza naquilo que diz respeito ao pagamento das despesas e ajudas de custo. Essa clareza obtém-se de forma simples, que é que os procedimentos tenham regras claras e facilmente compreensíveis”, disse, apenas.

Questionado sobre se na reunião da bancada foram discutidas as alterações ao regulamento interno, que pretendem responder aos problemas de faltas e falsas presenças de deputados do PSD, Negrão respondeu afirmativamente.

“Foi discutido no sentido em que o regulamento da bancada tem que ser articulado com as soluções encontradas neste grupo de trabalho. Logo que estejam encontradas as soluções neste grupo de trabalho, nós faremos o nosso regulamento”, afirmou.

Confrontado com o facto de o grupo de trabalho em causa não estar a discutir as faltas, mas o regime de viagens dos deputados, Negrão disse querer que o regulamento interno do PSD “seja mais amplo do que o que existe”, voltando a dizer querer aguardar pelas conclusões deste grupo.

Em 12 de dezembro, na última reunião da bancada, Fernando Negrão anunciou que o grupo parlamentar do PSD iria rever, em janeiro, o seu regulamento interno para aumentar o “rigor e exigência” com a função de deputado, devendo passar a incluir sanções.

No final de uma reunião que tinha na agenda a discussão dos casos de falsas presenças em plenário e votações de elementos do partido, Fernando Negrão referiu então que a direção da bancada iria recolher contributos dos deputados e convocar, em janeiro, nova reunião para fixar um novo regulamento interno do grupo parlamentar.

“Os atropelos à falta de rigor e falta de transparência têm de ser objeto de sanção”, defendeu na altura, admitindo que esta pode passar pela suspensão ou renúncia de mandato de deputado.

O atual regulamento do grupo parlamentar já determina que, nas faltas injustificadas, sejam feitas advertências no caso das primeiras e estipula que, “a partir da sexta falta às reuniões do plenário ou da segunda falta a votações, a direção solicitará formalmente ao deputado a suspensão ou renúncia ao seu mandato”, sem especificar se se refere à sessão legislativa ou legislatura.

Em paralelo, em dezembro, foi criado um grupo de trabalho na Assembleia da República para analisar as despesas e reembolsos de viagens de deputados com a missão de alterar as regras até ao verão.

Deste grupo de trabalho, coordenado pelo vice-presidente da Assembleia da República Jorge Lacão, fazem parte António Leitão Amaro (PSD), Pedro Delgado Alves (PS), Pedro Filipe Soares (BE), António Carlos Monteiro (CDS), António Filipe (PCP) e José Luís Ferreira (PEV).

Em causa está a duplicação de apoios estatais ao transporte entre o continente e as ilhas aos deputados, além de outras práticas no reembolso de despesas por viagens e deslocações, não constando na missão do grupo de trabalho a matéria das faltas.

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