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Aveiro. Ribau Esteves critica política governativa quanto aos animais abandonados

Este artigo tem mais de 7 anos

O presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), Ribau Esteves, acusou hoje o Governo de fazer “pouco mais do que fogo de vista” em relação à nova legislação sobre animais abandonados.

“Entendemos que é ridículo o procedimento que está no Orçamento de Estado, que tem dois milhões e um euro para operações este ano, que é uma verba bizarra, e o concurso que foi lançado o mês passado disponibiliza apenas metade da dotação orçamental”, disse.

Ribau Esteves deu conta de que a CIRA concorreu com os custos do projeto, mas juntou à candidatura uma carta de protesto.

“Se uma região, para resolver o problema, precisa de 2,5 milhões de euros e o concurso só tem um milhão, se não fosse dramático e lamentável, daria apenas para rir bastante”, criticou, acusando o Governo de, apesar das obrigações que assumiu na portaria, e da Lei que o Parlamento aprovou, fazer “pouco mais do que fogo de vista”.

O autarca deu conta do investimento intermunicipal de 2,5 milhões de euros, nos polos de Aveiro, Águeda e Ovar, do futuro Centro Intermunicipal de Recolha de Animais, cujo concurso público deverá ser lançado até ao fim do ano, a expensas das autarquias.

Ribau Esteves falava durante a assinatura de um protocolo com a Ordem dos Veterinários, para o lançamento da campanha “Animais de Companhia” no Município de Aveiro, a que também preside.

A forma como está a ser implementada a nova Lei foi também criticada pelo bastonário Jorge Cid: “lançou-se cá para fora uma lei que deu azo a interpretações que considero menos apropriadas e que podem ter motivado um aumento do abandono de animais porque as pessoas estariam com medo”.

Para o bastonário da Ordem dos Veterinários, “houve talvez um défice de sensibilidade” e “deveria ter havido previamente uma grande campanha de informação sobre o que é o bem-estar animal, o que é que isso comporta e o que é que as pessoas devem fazer para tratar bem os seus animais de companhia”.

O Município de Aveiro vai criar uma linha dedicada à recolha de animais errantes e adquirir uma viatura apropriada e lançar uma campanha para sensibilizar os donos dos animais a não os abandonar e a tratar da sua legalização.

Paralelamente vai instituir o cheque-veterinário para pessoas de fracos recursos e proceder à esterilização de animais recolhidos, com a colaboração de três clínicas veterinárias privadas que aderiram à campanha.

 

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