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Ataque com gás tóxico na Síria: Erdogan responsabiliza Al-Assad e telefona a Putin

Este artigo tem mais de 9 anos

A Turquia responsabilizou o regime sírio de Bashar al-Assad pelo alegado ataque com armas químicas na região de Idleb, afirmou o porta-voz da Presidência. Este ataque custou a vida a pelo menos 58 pessoas, incluindo 11 crianças.

Ibrahim Kalin acrescentou que o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, telefonou ao seu homólogo russo, Vladimir Putin, para qualificar o massacre de “inaceitável”.

Em declarações à cadeia televisiva NTV, Kalin afirmou: “O regime de Al-Assad perpetrou hoje um ataque contra civis em Idleb, na Síria. Condenamos este incidente, que equivale a um crime de guerra e a um crime contra a humanidade”.

Acrescentou ainda o porta-voz que Erdogan falou hoje com Putin, que apoia militarmente Al-Assad, para “sublinhar que o ataque desumano em Idleb é inaceitável e que as ações do regime (sírio) ameaçam o cessar-fogo”.

Pelo menos 58 pessoas morreram, entre elas onze menores, e dezenas ficaram feridas num ataque aéreo envolvendo gás tóxico na cidade de Khan Cheikhoun, no noroeste da Síria, revelou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

A organização não-governamental, que cita fontes médicas e ativistas, indica que alguns feridos do ataque, perpetrado por aviões não identificados, apresentavam sintomas de asfixia, vómitos e dificuldade de respirar.

O balanço inicial era de 35 vítimas mortais, mas foi revisto esta manhã para 58. Entre estas vítimas encontram-se 11 crianças. “Várias pessoas morreram depois de serem levadas para os hospitais. Todas são civis”, afirmou à AFP Rami Abdel Rahman, diretor da ONG.

O opositor Conselho Local de Khan Cheikhoun precisou, num comunicado divulgado na sua página de Facebook, que houve quatro bombardeamentos com bombas termobáricas que continham gás cloro e gás sarin. O Conselho publicou fotografias de várias vítimas do ataque, alguns menores de idade, deitadas no chão. Numa delas pode ver-se uma equipa de emergência a molhar com água o corpo de um jovem.

O hospital que estava a receber os feridos do ataque com gás tóxico em Khan Cheikhoun, no noroeste da Síria, foi hoje bombardeado, constatou no local um correspondente da Agência France Presse.

Entretanto, a oposição síria já apelou ao Conselho de Segurança da ONU que abra com urgência um inquérito sobre o ataque com “gás tóxico” perpetrado.

A maior parte da província de Idleb está sob controlo de fações rebeldes e islâmicas.

Nos últimos dias têm-se registado vários bombardeamentos, alegadamente com gases, no norte da Síria.

No passado dia 30 de março, mais de 50 pessoas ficaram feridas ou com sintomas de asfixia devido a ataques com aviões e helicópteros não identificados, alguns com substâncias químicas, na província de Hama, vizinha de Idleb.

(Notícia atualizada às 20h07)

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