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Ataque ao Irão. EUA reúnem aeronaves na Base das Lajes. Ministério da Defesa não comenta

O ministro da Defesa, Nuno Melo, recusou comentar os recentes movimentos de aeronaves norte-americanas na Base das Lajes, nos Açores, lembrando que a sua utilização não é da tutela da Defesa, mas sim do Ministério dos Negócios Estrangeiros, estando regulada por um protocolo bilateral entre Portugal e os EUA desde 1951.

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Na quarta-feira, estiveram na base 11 aviões reabastecedores KC-46, 12 caças F-16 e um cargueiro C-17, movimentações semelhantes às registadas em Junho, antes do ataque norte-americano ao Irão. O Departamento de Defesa dos EUA indicou que estas aeronaves estão em trânsito regular, sem revelar mais detalhes por motivos de segurança operacional.

Especialistas militares portugueses, como os generais João Vieira Borges e Arnaut Moreira, sublinham ao Público que os EUA não necessitam de pedir autorização para usar a base e que os movimentos aéreos podem indicar preparação para operações de “decapitação” da liderança iraniana, não territoriais.

O primeiro-ministro português afirmou apenas que o acordo com os EUA é cumprido e que isso continuará a acontecer. O Governo português não forneceu mais explicações sobre estas movimentações.

Segundo a imprensa norte-americana, os EUA poderão lançar um ataque ao Irão este fim de semana, embora o presidente Donald Trump ainda não tenha tomado uma decisão final.

A Base das Lajes representa um fundamental papel logístico e estratégico para os EUA. As aeronaves que passaram nas últimas 24 horas ilha Terceira, onde estiveram estacionados 11 aviões reabastecedores KC-46, 12 caças F-16 e um cargueiro C-17,  lembram as movimentações de junho, antes do ataque norte-americano ao Irão, o que sugere que a base serve como ponto de trânsito e reabastecimento para operações no Médio Oriente.

Deslocações significativas de aeronaves podem indicar preparativos para operações militares, incluindo ataques de decapitação da liderança iraniana. Portugal autoriza o uso da base pelos EUA para operações militares no âmbito da NATO e de outras organizações, sendo qualquer utilização fora desse contexto sujeita a autorização prévia.

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