• Atualidade
  • Economia
  • Desporto
  • Vida
  • Tecnologia
  • Local
  • Opinião
Mais

Astronautas “presos” na Estação Espacial Internacional vão poder votar nas eleições norte-americanas a partir do espaço

Este artigo tem mais de 1 ano

Uma alteração no Código Eleitoral do estado do Texas, em 1997, passou a permitir aos astronautas votar durante missões espaciais. As cédulas de voto são transmitidas através da Near Space Network da Nasa.

Os astronautas que estão presos na Estação Espacial Internacional (ISS) até fevereiro do próximo ano vão poder votar, diretamente do espaço, nas eleições presidenciais norte-americanas, agendadas para o dia 05 de novembro.

Antes de Suni Williams e Butch Wilmore ficarem presos no espaço, a Nasa já tinha um plano de contingência para este tipo de situações. Graças a uma alteração no Código Eleitoral do estado do Texas, em 1997, os astronautas podem votar enquanto estão em missões espaciais.

“É um dever muito importante que temos como cidadãos, e estou ansiosa para votar do espaço”, comentou Williams durante uma conferência de imprensa no mês passado, diretamente da estação espacial.

De acordo com O Globo e a BBC, as cédulas de voto são enviadas para o espaço e devolvidas à Terra da mesma forma que os dados da estação especial são transmitidos, isto é, através da Near Space Network da Nasa.

Quando as cédulas estiverem preenchidas, as mesmas serão criptografadas e armazenadas no sistema de computador da estação.

De lá, as cédulas vão passar do Satélite de Rastreamento e Retransmissão de Dados para uma antena terrestre no White Sands Test Center, da Nasa, no Novo México. Depois, a Nasa vai enviar as cédulas para o Centro de Controlo de Missão da Nasa, em Houston, no Texas, que irá repassar a escolha política dos astronautas para os condados responsáveis pelos votos.

De forma a garantir o sigilo, apenas o colaborador da Nasa que realiza a retransmissão das cédulas tem conhecimento dos votos dos astronautas.

Refira-se que os astronautas norte-americanos embarcaram, no início de junho, a bordo de uma nova nave desenvolvida pela Boeing, a Starliner, como parte do primeiro voo de teste tripulado para a ISS.

A missão deveria ter durado apenas oito dias, mas alguns problemas detetados no sistema de propulsão da aeronave obrigaram a Nasa a questionar a sua segurança para trazer os astronautas de volta à Terra.

Após longas semanas de testes, a agência espacial recuperou a cápsula vazia da Boeing e decidiu trazer de volta os dois astronautas com a missão Crew-9 da SpaceX, empresa privada fundada pelo multimilionário Elon Musk, que descolou no fim do mês de setembro com os astronautas Nick Hague e Alexander Gorbunov a bordo.

Veja também

Em Destaque

Últimas