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O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, falou para destacar que “50 anos depois ainda é estranho ouvir dizer que a data divide, que é fraturante e que se trata de uma apropriação”
“É estranho ouvir discursos que falam de Abril em Novembro e de Novembro em Abril”, afirma defendendo que o 25 de Novembro mostra que não se deve “dar a democracia por adquirida” e ensinam que a democracia liberal continuará a ser o único espaço para quem propõe sessões solenes, para quem se opõe a sessões solenes e até para quem se recusa a estar presente”.
Aguiar Branco diz dispensar o “exercício de comparação de datas: Sou de Abril, sou de Novembro. Sou hoje e sempre da democracia representativa, porque Abril abriu a porta da liberdade e Novembro permitiu que essa liberdade tivesse chão firme para continuar”, sublinha.
Quanto ao futuro, o presidente da Assembleia da República acredita que trará um “novo cinclo” e que este chegará “sem manifestos, pré-avisos ou livros brancos”. Mas também diz que “o futuro não é um pesadelo, representa sobretudo uma oportunidade, vai pôr contadores a zero”.
“50 anos depois estamos em Abril outra vez. Só é preciso que acreditem que conseguimos chegar a Novembro”, pede por fim, com olhos no futuro.
Durante o seu discurso, Aguiar Branco fez ainda vários apelos às novas gerações e aos deputados. “Sejamos melhores por eles”, conclui.
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