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Advogado pede libertação imediata dos comandos detidos

Este artigo tem mais de 9 anos

O advogado Varela de Matos entregou hoje no Supremo Tribunal de Justiça, em Lisboa, um pedido de “habeas corpus” para libertação imediata dos sete militares dos comandos detidos para interrogatório judicial, disse hoje o advogado à Lusa.

“Há ilegalidade na detenção dos militares”, frisou o advogado de alguns dos militares.

Varela de Matos, requereu ainda que os sete militares não sejam ouvidos pelo juiz de instrução antes de ser apreciada a legalidade da sua detenção.

A Procuradoria-Geral da República confirmou ontem, 17 de novembro, a detenção de sete militares do curso de comandos no âmbito da investigação à morte de dois recrutas.

O dois militares morreram na sequência do treino do 127.º Curso de Comandos na região de Alcochete, no distrito de Setúbal, que decorreu no dia 4 de setembro, e vários outros receberam assistência hospitalar.

“No âmbito do inquérito, dirigido pelo Ministério Público, onde se investigam as circunstâncias do treino que levaram à morte de alunos do curso de Comandos, estão em curso diligências, tendo sido emitidos mandados de detenção relativamente ao diretor da prova, ao médico e a cinco instrutores”, adiantou ontem a PGR.

Em comunicado, a PGR realçou que “estes militares são suspeitos da prática de crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física (art.º 93.º do Código de Justiça Militar) ”, salientando que serão presentes ao juiz de Instrução Criminal para aplicação de medidas de coação.

Na nota, a PGR, indicou que para além dos sete visados pelos mandados de detenção, o processo tem dois outros arguidos constituídos, também estes militares.

“As investigações prosseguem, estando causa os factos suscetíveis de integrarem os já referidos crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física (art.º 93.º do Código de Justiça de Militar) bem como de crimes de omissão de auxílio (art.º 200.º do Código Penal)”, é referido.

Na investigação, que corre no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, o Ministério Público é coadjuvado pela Polícia Judiciária Militar.

Os detidos foram ontem transferidos para o Estabelecimento Prisional Militar de Tomar, o único Presídio Militar existente no país.

Sobre esta investigação, o ministro da Defesa, Azeredo Lopes,  afirmou ontem que espera que esteja concluída em breve e que “se for caso disso” proponha as “alterações pertinentes para melhorar”.

Em declarações aos jornalistas em São Tomé e Príncipe, o ministro recusou pronunciar-se sobre o conteúdo do comunicado da PGR e reforçou o empenho político em que a investigação criminal à morte de dois instruendos do 127.º curso de Comandos “aclare os factos”, afirmando-se convicto de que “será exemplar”.

O Presidente da República disse hoje que é bom para as Forças Armadas que se descubra a verdade sobre a morte de dois alunos do 127.º curso de comandos, defendendo o respeito escrupuloso do processo judicial em curso.

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