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A turbulência está a piorar com as alterações climáticas. O que está a ser feito para que não se sinta dentro do avião?

As alterações climáticas estão a tornar os voos mais turbulentos. Casos recentes, como o voo da Singapore Airlines em 2024 que causou ferimentos graves e pânico a bordo, ilustram o problema. Segundo o investigador Paul Williams, da Universidade de Reading, a turbulência severa em céu limpo (invisível a radar e satélite) aumentou 55% desde 1979,…

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Além do desconforto e dos riscos para os passageiros, a turbulência tem impacto económico: danifica aeronaves, obriga a rotas mais longas e aumenta o consumo de combustível e as emissões.

Engenheiros e cientistas estão a procurar novas formas de lidar com o problema como Flaplets ativos, isto é pequenos dispositivos que ajustam automaticamente o ângulo dos flaps das asas para estabilizar o voo, reduzindo em mais de 80% os efeitos sentidos pelos passageiros, uma criação da empresa Turbulence Solutions, na Áustria.

Já investigadores do KTH (Suécia) e do Barcelona Supercomputing Center treinaram IA com deep reinforcement learning para controlar jatos de ar que suavizam o fluxo sobre as asas. A IA pode prever e ajustar o comportamento do ar em tempo real com base em dados locais.

Por fim, há ainda sensores avançados, por exemplo, a NASA testou microfones que detetam sons de baixa frequência gerados pela turbulência até 480 km de distância. Já a tecnologia Lidar (usada em carros autónomos) tenta mapear o ar à frente da aeronave — mas continua pesada e limitada para uso comercial a grandes altitudes.

Apesar de avanços, a previsão de turbulência ainda é limitada: atualmente, os modelos conseguem prever cerca de 75% dos eventos, comparado com 60% há 20 anos. Em causa está a falta de dados acessíveis e em tempo real, diz Paul Williams à BBC.. Muitos dados de voo são pagos e não partilhados com a comunidade científica.

Plataformas como Turbulence Aware (da IATA) ajudam a colmatar essa lacuna, permitindo às companhias aéreas partilhar informações anonimizadas em tempo real. Apps como Turbli também já oferecem previsões aos passageiros — embora com limitações.

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