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92% das tartarugas do Mediterrâneo têm plástico no estômago

Este artigo tem mais de 3 anos

Estudo realizado em Espanha visa perceber o “estado de conservação dos mares” e tem as tartarugas como indicador. Na primeira análise, as notícias não são animadoras.

Os dados são da fundação CRAM, de Barcelona, que desde há quatro anos participa num estudo para perceber as opções que existem para a conservação dos mares e oceanos e para a sobrevivência dos que ali habitam, e apontam para que o plástico seja ainda uma dura realidade, neste caso no Mediterrâneo.

“Durante o ano de 2022, foram tratadas um total de 70 tartarugas marinhas, 69 espécimes da espécie Caretta caretta e um espécime de Chelonia Mydas, provenientes da Área de Clínica e Resgate da Fundação CRAM. Destas, obteve-se amostras, incluindo fezes e conteúdo digestivo, aparecendo plástico a nível macroscópico em 92,6% das amostras analisadas”, lê-se no relatório, que aponta ainda para um crescimento nos últimos anos.

“A quantidade de plástico encontrada foi maior do que nos anos anteriores: 92,6% em 2022 em comparação com 80% em 2021 e 78% em 2020, mas o número de pacientes atendidos diminuiu em comparação com 2021, passando de 90 para 70 tartarugas marinhas”, salienta.

A análise feita a estes animais, de acordo com a Fundação, permite saber o “atual estado dos oceanos”, e as notícias não são, de facto, as melhores.

“O que temos visto em quatro anos de estudos é que a quantidade de plástico no mar tem vindo a crescer”, explica o chefe da área clínica e de salvamento da CRAM.

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