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72% do material apreendido a pedófilos são fotografias de crianças partilhadas nas redes sociais

Outro dos dados que levam a anunciar o perigo da partilha de fotografias de menores é que apenas os 13% dos progenitores limitam os conteúdos digitais filhos a que os filhos têm acesso. E 42% dos menores garantem sentir vergonha das coisas que os pais publicam sobre eles na internet.

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A Polícia Nacional espanhola, em colaboração com a fundaçãoSOL, lançou uma campanha para alertar pais e familiares sobre os perigos do “sharenting”, que consiste em partilhar imagens, vídeos ou informações de menores nas redes sociais. Embora esta prática pareça inocente, pode pôr em risco a privacidade, segurança e bem-estar das crianças e adolescentes, alerta o El Mundo.

Segundo estudos de especialistas, 72% do material apreendido a pedófilos é constituído por imagens comuns, não sexualizadas, de menores, muitas vezes obtidas através destas partilhas feitas pelos próprios pais. Além disso, 89% dos progenitores publica fotos ou vídeos dos filhos nas redes pelo menos uma vez por mês, mas só 13% limita o acesso digital das crianças. Isto revela um grande desfasamento entre a exposição das crianças e a proteção da sua privacidade.

A campanha alerta que, ao partilhar fotos dos filhos, os pais perdem o controlo sobre onde essas imagens podem acabar — podem ser alteradas por inteligência artificial para criar conteúdos ilegais, como pornografia infantil, ou usadas para criar perfis falsos e memes, que geram situações de bullying ou vergonha nos menores. De facto, 42% das crianças referem sentir-se envergonhadas pelo que os pais publicam sobre elas.

Especialistas em criminologia e segurança afirmam que os menores têm direito à privacidade e a decidir sobre a sua própria imagem e dados pessoais, devendo os pais ter em conta o impacto emocional e social destas partilhas. A legislação espanhola permite que os pais publiquem imagens dos filhos, desde que não violem direitos fundamentais como a intimidade e dignidade, mas isso não retira a responsabilidade de agir com prudência.

Os principais conselhos para evitar riscos incluem:

  • Pensar bem antes de publicar qualquer imagem ou informação.

  • Evitar fotografias que revelem dados privados, como o uniforme escolar ou localizações.

  • Respeitar a privacidade de outros menores em eventos familiares ou escolares.

  • Não normalizar a partilha excessiva (sharenting).

  • Priorizar a atenção à criança em vez da câmara.

  • Pedir a familiares e amigos que não publiquem fotos dos filhos sem consentimento.

A campanha visa aumentar a consciência dos adultos sobre estes riscos invisíveis, mas reais, e promover um ambiente digital mais seguro para as futuras gerações.

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