Os números, de acordo com o Diário de Notícias, apontam para um movimento migratório em que predominam pessoas com habilitações até ao ensino secundário, incluindo trabalhadores em profissões técnicas, operários e outros perfis que não detêm qualificações superiores. Esta tendência contrasta com os anos anteriores, em que uma parte mais significativa dos emigrantes era composta por jovens altamente qualificados à procura de oportunidades profissionais no estrangeiro.
Especialistas em demografia e mercados de trabalho consideram preocupante o facto de a emigração estar a afectar de forma mais acentuada pessoas com qualificações médias e baixas, justamente os grupos de que muitas regiões do interior e certos setores da economia mais necessitam para permanecerem sustentáveis. A saída de trabalhadores nestas categorias pode agravar ainda mais a escassez de mão-de-obra em áreas como a construção, a restauração, os serviços e o sector industrial.
Entre os destinos escolhidos pelos emigrantes portugueses em 2024 destacam-se países europeus com mercados de trabalho mais dinâmicos e ofertas de emprego mais atrativas, bem como contexto de melhores salários e condições de vida, fatores que tradicionalmente influenciam a decisão de emigrar.
