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Venezuela: Eleições livres são única saída para atual “catástrofe política”, diz Tajani

Este artigo tem mais de 9 anos

O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, defendeu hoje que “um calendário eleitoral que abra caminho a eleições livres e transparentes é a única saída para a atual catástrofe política” que se vive na Venezuela.

Numa declaração divulgada pouco depois de a assembleia ter aprovado, em Bruxelas, uma resolução na qual condena a “repressão brutal” contra manifestações pacíficas e exige a libertação imediata de todos os presos políticos, o presidente do Parlamento também condena veementemente “as contínuas violações contra a democracia constitucional na Venezuela”.

“A democracia e o princípio da separação de poderes tem de ser salvaguardada. Apoio a Assembleia Nacional nos seus esforços para permanecer independente e para preservar os seus poderes legislativos”, declara Tajani.

Considerando que a realização de eleições transparentes é a única saída para a crise, o presidente da assembleia europeia sustenta que, “para tal, todos os prisioneiros políticos devem ser imediatamente libertados e os opositores autorizados a participar em eleições livres e justas”.

“Estamos solidários com o povo da Venezuela e instamos todas as organizações internacionais a ajudar a pôr fim a esta crise humanitária e política”, conclui Antonio Tajani.

Na resolução adotada pouco antes, durante a mini sessão plenária que decorre em Bruxelas, os eurodeputados condenaram a “contínua violação inconstitucional da ordem democrática na Venezuela”, a ausência de separação de poderes e a falta de independência dos ramos do Governo, e instaram Nicolás Maduro a garantir “o pleno restabelecimento da ordem democrática”.

A resolução salienta que “não pode haver uma solução pacífica duradoura para a Venezuela a longo prazo se houver presos políticos” e solicita ao Governo venezuelano que garanta a libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos e que apresente o mais rapidamente possível um calendário eleitoral que permita a realização de processos eleitorais livres e transparentes.

O Ministério Público (MP) venezuelano confirmou na quarta-feira a morte de um jovem de 22 anos, atingido com vários tiros durante uma manifestação, elevando para 27 o número de mortes desde o passado dia 04 de abril, durante manifestações na Venezuela.

Desde 04 de abril que as manifestações a favor e contra o Governo venezuelano se têm intensificado.

A oposição, além de exigir a convocação de eleições gerais, a libertação dos presos políticos e o fim da repressão, protesta ainda contra duas sentenças recentes do Supremo Tribunal de Justiça, que concedeu poderes especiais ao chefe de Estado e limitou a imunidade parlamentar, assumindo as funções do parlamento.

De acordo com as autoridades venezuelanas, desde 04 de abril foram detidas 1.289 pessoas, 65 das quais continuam presas.

 

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