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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhado da esposa, Cilia Flores, chegou esta segunda-feira ao tribunal federal Daniel Patrick Moynihan, em Manhattan, Nova Iorque, onde a lista completa de acusações será lida mais tarde, diz o The Guardian.
A chegada de Maduro foi feita em veículo blindado, após ter desembarcado no heliporto do centro de Manhattan, numa operação de grande visibilidade e que marca a sua primeira aparição perante um juiz federal dos Estados Unidos.
O casal enfrenta acusações graves que remontam a mais de 25 anos, durante os quais, segundo o inquérito norte-americano, Maduro e outros líderes venezuelanos terão “abusado das suas posições de confiança pública e corrompido instituições antes legítimas para importar toneladas de cocaína para os Estados Unidos”.
Entre os alegados crimes estão a facilitação de operações de tráfico de droga de grupos como o Cartel de Sinaloa e a gangue Tren de Aragua, incluindo o fornecimento de cobertura policial e logística.
Maduro é acusado de quatro crimes: conspiração de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, bem como conspiração para posse desses mesmos dispositivos. Já Cilia Flores é acusada de ordenar sequestros e homicídios e de aceitar subornos em 2007 para facilitar encontros entre traficantes de droga e o diretor do Gabinete Nacional Antidrogas da Venezuela. Esta acusação decorre de um novo inquérito que acrescenta detalhes e co-réus ao processo inicial, apresentado em 2020.
A operação norte-americana em Caracas, que levou à captura de Maduro, resultou na morte de 32 cidadãos cubanos, segundo informou o governo de Cuba, declarando dois dias de luto nacional. Estes mortos eram, na sua maioria, membros das forças armadas e serviços de inteligência cubanos, que prestavam segurança a Maduro. Não há confirmação oficial do número total de vítimas na Venezuela, mas o The New York Times avançou que pelo menos 40 pessoas, entre civis e militares, terão perdido a vida.
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