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“Ano novo, vida nova, diz o povo, e neste início de 26 é esse o voto de tantos por todo o mundo, desejando a paz duradoura na Ucrânia, no Médio Oriente, também no Sudão e em tantos outros conflitos do globo, respeitando os valores e princípios da Carta das Nações Unidas e o direito internacional, e respeitando, sobretudo, a dignidade das pessoas. Um ano com mais desenvolvimento, mais justiça, mais liberdade, mais igualdade, mais solidariedade”, começou por dizer Marcelo Rebelo de Sousa na sua mensagem.
“O mesmo desejo vale para nós, vale para Portugal. Ano novo, vida nova. Também com mais saúde, mais educação, mais habitação, mais justiça, ainda mais crescimento, ainda mais emprego e menor pobreza e desigualdade”, desejou o presidente da República, que lembrou que também é necessária “mais tolerância, mais concordância, mais instinto, mais do que instinto e intuição, sentido de coesão nacional. Com ideias, soluções e pessoas novas”.
“É essa a natureza e a força da democracia. O povo escolhe livremente o que quer e quem quer para o futuro, com a esperança de que seja diferente e melhor do que o passado. Ideias, soluções e pessoas. Essa é também a minha esperança”, acentuou.
Reforçando que é necessário um “melhor futuro do que passado”, Marcelo Rebelo de Sousa citou Eça de Queiroz, num retrato dos portugueses que considera ainda atual.
“A franqueza, a doçura, a bondade, a imensa bondade. Os fogachos e entusiásticos, que acabam logo em fumo. E juntamente, muita persistência, muito aferro, quando se fila à sua ideia. A generosidade. O desleixo. A constante trapalhada nos negócios. E sentimentos de muita honra. Uns escrúpulos quase pueris. A imaginação, que leva sempre a exagerar até à mentira. E, ao mesmo tempo, um espírito prático. Sempre atento à realidade útil. A vivência, a facilidade em compreender, em apanhar, a esperança constante de algum milagre. No velho milagre de Ourique, que sanará todas as dificuldades. A vaidade. O gosto de se arrebicar, de luzir. E uma simplicidade tão grande, que dá, na rua, o braço a um mendigo”, leu, para no fim citar a resposta da personagem: “Sabem vocês quem me lembra, Gonçalo? E a resposta é Portugal”.
“Queridos compatriotas, com qualidades e coragem excepcionais, que de longe superam os defeitos. Assim somos há quase 900 anos. Assim seremos sempre. Muito boa noite. Um feliz 2026”, rematou.
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