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Risco de rutura de outra barragem no Brasil interrompe operações de busca

Este artigo tem mais de 7 anos

O alerta soou hoje de manhã face a uma rutura iminente de uma outra barragem em Brumadinho, no sudeste do Brasil, tendo sido suspensas temporariamente as buscas de desaparecidos causados por uma primeira ocorrência que já causou pelo menos 34 mortos.

A rutura de uma primeira barragem, na sexta-feira, causou pelo menos 34 mortos e cerca de 300 desaparecidos, anunciaram os bombeiros e a empresa mineradora Vale, noticiou o portal globo.com.

A empresa de mineração Vale, em comunicado, afirma que ativou os alarmes às 07:30 de Brasília (09:30 de Lisboa), depois de “detectar um aumento nos níveis de água no Dam VI”, uma estrutura que faz parte da mina de Córrego do Feijão, no complexo mineiro de Brumadinho.

Face a este alarme, os bombeiros começaram a retirar as pessoas das suas casas nas aldeias vizinhas, noticiou a AFP.

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, anunciou a chegada hoje de um avião israelita com técnicos, pessoal médico e equipamento para apoiar nas buscas de vítimas em Brumadinho, no Estado de Minas Gerais.

“São 140 pessoas e 16 toneladas de equipamentos”, escreveu o Presidente brasileiro na sua conta na rede social “Twitter”, noticia o portal brasileiro globo.com.

Uma equipa especializada, incluindo médicos, e aparelhos para detetar pessoas soterradas, foram as promessas do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que, no passado dia 1, se tornou no primeiro chefe de Governo de Telavive a assistir a uma tomada de posse de um Chefe de Estado brasileiro.

Jair Bolsonaro sobrevoou a área onde se registou o acidente da barragem no sábado de manhã, e o Governo federal criou um gabinete de crise, adianta o portal brasileiro.

O mais recente balanço feito pelas autoridades brasileiras, no sábado, dava conta de, pelo menos, 40 pessoas mortas, devido à rutura de uma barragem em Brumadinho, no Estado de Minas Gerais.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, considerou muito difícil conseguir ainda resgatar pessoas com vida dos escombros.

A rutura da barragem da empresa de mineração Vale no município de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, estado de Minas Gerais, ocorreu na sexta-feira e causou uma avalanche de lama e resíduos minerais.

Segundo o levantamento do governo de Minas Gerais, até ao momento foram resgatadas 366 pessoas, sendo 221 funcionários da empresa Vale e 145 subcontratados.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, decretou estado de calamidade e luto oficial naquele estado brasileiro.

“Decretei luto oficial de três dias em sinal de pesar pelo falecimento das vítimas, vigorando a partir de hoje. E assinei hoje também o decreto de calamidade pública, que, entre outras medidas, autoriza a mobilização de todos os órgãos estaduais para atuarem sob coordenação da Defesa Civil e a convocação de voluntários para reforçar as ações propostas”, afirmou Zema, segundo a imprensa brasileira.

Há quase três anos, uma das barragens da empresa Samarco, controlada pelos acionistas Vale e BHP, rebentou na cidade de Mariana, no estado de Minas Gerais, originando uma torrente de lama que destruiu fauna, flora e construções ao longo de 650 quilómetros.

Este desastre causou 19 mortos, além de ter deixado desalojadas milhares de famílias.

A tragédia em Brumadinho já superou o número de mortos do acidente com a barragem em Mariana.

[Notícia atualizada às 10:39 – Número de mortes corrigido para 34, depois de uma revisão oficial das autoridades brasileiras]

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