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Argentina ameaça expulsar Venezuela do Mercosul por violação de direitos humanos

Este artigo tem mais de 9 anos

O presidente argentino, Mauricio Macri, denunciou “violações de direitos humanos” na Venezuela e afirmou que, se continuarem, a posição da Argentina vai ser “de expulsão” do país do Mercosul, grupo de que está suspenso desde dezembro.

Durante uma entrevista difundida hoje pela televisão pública internacional alemã “Deutsche Welle”, Macri recordou que países-membros do bloco — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — instaram a Venezuela, que “claramente não qualificam como uma democracia” a garantir a separação de poderes, libertar os “presos políticos” e respeitar o calendário eleitoral.

Na sua opinião, pela primeira vez foram ditas “as coisas como elas são” e agora há que seguir de perto a evolução dos acontecimentos e fazer “toda a pressão possível”.

Segundo Macri, a relação do seu país com o Brasil, Uruguai e Paraguai está “melhor do que nunca” e o seu governo está convencido da necessidade de uma progressiva integração no Mercosul, assim como de uma maior convergência na Aliança do Pacífico, enquanto se negoceia com a União Europeia um tratado de livre comércio.

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