• Atualidade
  • Economia
  • Desporto
  • Vida
  • Tecnologia
  • Local
  • Opinião
Mais

Hospital de Amadora-Sintra admite que grávida que morreu estava a ser acompanhada nos cuidados de saúde primários

A administração do Hospital de Amadora-Sintra reconheceu esta segunda-feira que a grávida de 36 anos que morreu na passada sexta-feira, depois de ter tido alta hospitalar, estava a ser acompanhada nos cuidados de saúde primários desde julho.

Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

De acordo com o Diário de Notícias, citando a Lusa, o conselho de administração da Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra (ULSASI) esclarece, em comunicado, que apenas esta segunda-feira foi possível confirmar o acompanhamento da utente, “devido à inexistência de um sistema de informação clínica plenamente integrado que permita a partilha automática de dados entre serviços e unidades”.

Segundo a ULSASI, a mulher teve consultas de vigilância de gravidez na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Agualva, em 14 de julho e 14 de agosto, e consultas de obstetrícia no Hospital Fernando Fonseca, nos dias 17 de setembro e 29 de outubro, esta última dois dias antes de morrer.

A administração referiu ainda que os novos dados sobre o acompanhamento da grávida foram comunicados à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, esta segunda-feira, sublinhando que as declarações da governante na Assembleia da República, onde afirmou que a mulher não tinha tido acompanhamento prévio, se basearam nas informações disponíveis na altura, relativas apenas ao episódio clínico de 31 de outubro.

A família da vítima já tinha garantido, em declarações à SIC e à CMTV, que a gravidez estava a ser acompanhada naquela unidade de saúde.

A grávida, de 38 semanas, morreu na sexta-feira, 31 de outubro. A grávida tinha sido observada na tarde de quinta-feira devido a um episódio de hipertensão. Depois de avaliada, recebeu alta e ficou com nova consulta marcada. Horas mais tarde, regressou ao hospital com um novo episódio de hipertensão.

A mulher tinha chegado recentemente a Portugal e sido referenciada para a especialidade de obstetrícia com uma gravidez de termo precoce.

O conselho de administração do hospital determinou a abertura de um inquérito interno para apurar os contornos do caso. Também a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) e a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) anunciaram investigações próprias para avaliar a assistência prestada à grávida.

O recém-nascido estava internado nos cuidados intensivos “com prognóstico muito reservado”, tendo morrido também no sábado de manhã.

__

A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil

Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.

Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.

Veja também

Em Destaque

Últimas