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Metro do Porto vai plantar 755 sobreiros para compensar impacto da Linha Amarela

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A Metro do Porto revelou hoje que está projetada a plantação de 755 sobreiros nas serras do Porto, como compensação pelo abate de 500 exemplares desta espécie protegida, previsto no projeto de extensão da Linha Amarela, em Gaia.

“A Metro do Porto tem um plano de compensação definido, que prevê a plantação de 755 sobreiros nas serras do Porto. O saldo entre os espécimes que serão abatidas e as novas que serão plantadas é claramente positivo”, refere a Metro do Porto numa resposta à Lusa.

No âmbito da extensão da Linha Amarela entre Santo Ovídio e Vila D’Este, em Gaia, está previsto o abate de 503 sobreiros, espécie protegida que, em dezembro de 2011, foi designada pela Assembleia da República Árvore Nacional de Portugal.

Quatro associações denunciaram hoje as “mutilações” ambientais previstas com a extensão da rede de metro, contestando a destruição de três jardins no centro do Porto e o abate de mais de 500 sobreiros em Vila Nova de Gaia.

Os ambientalistas defendem a suspensão das intervenções previstas e sublinham que em causa está a destruição de património arbóreo.

A empresa esclarece ainda que, no caso do prolongamento da Linha Amarela, o projeto inicial previa o abate de um maior número de sobreiros, tendo sido adotadas soluções de inserção que permitem alcançar um “impacto bem menor”, nomeadamente a redução da área total de implementação na zona do monte da Virgem, em Vila Nova de Gaia, que “foi reduzida em 80 por cento – de 1,6 para 0,3 hectares”.

“Por outro lado, ao longo do alinhamento do canal na zona do Hospital Santos Silva, será possível, já em fase de obra, tomar medidas especiais e encontrar as soluções construtivas que permitirão salvaguardar um maior número de espécimes”, assinala a Metro do Porto, adiantando que a reunião pedida pelas associações ambientalistas será “oportuna e rapidamente” agendada.

A empresa salienta que “as preocupações de natureza ambiental estão desde sempre entre as prioridades da Metro do Porto, especialmente no que toca à conceção e construção de novas linhas”.

Dizendo-se responsável pela plantação de mais de sete mil árvores, pela criação de 320 mil metros quadros de jardins e superfícies verdes e eliminação de 12 mil automóveis, a Metro do Porto destac que os projetos para a expansão da rede “integram propostas muito abrangentes de mitigação dos impactos ambientais, que têm vindo a ser desenvolvidas e melhoradas e que serão implementadas em fase de obra”.

A empresa não prestou esclarecimentos sobre as intervenções previstas nos jardins da Rotunda da Boavista, do Carregal e o jardim de Sophia, na Praça da Galiza.

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