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Professores da Guiné-Bissau em greve desde setembro e até dezembro

Este artigo tem mais de 9 anos

Os dois sindicatos de professores da Guiné-Bissau vão estender a greve que se iniciou em setembro até final do primeiro período, disse hoje à Lusa fonte sindical.

“Iniciámos uma nova vaga de greve que deve durar 30 dias úteis”, disse Laureano Pereira, presidente do Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF) da Guiné-Bissau.

A paralisação é decretada em conjunto com o Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF) do país.

Os nove pontos da lista de exigências apresentada ao Governo são os mesmos que já levaram a dois períodos de greve desde que foi anunciado o início do ano letivo, a 19 de setembro.

Os professores pedem que seja cumprida a lei do Estatuto da Carreira Docente, publicada em 2011, e reivindicam também o pagamento de salários, retroativos e outras prestações, algumas em dívida há 13 anos.

As paralisações afetam frequentemente o ensino público da Guiné-Bissau.

O país vive desde há um ano uma crise política que nos próximos dias deverá levar o Presidente da República a nomear um novo primeiro-ministro para formar governo, o quinto da legislatura iniciada em 2014.

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