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Falha global no sistema Starlink deixa tropas ucranianas sem comunicações em plena frente de combate

O sistema de internet por satélite Starlink, desenvolvido pela SpaceX de Elon Musk, registou esta segunda-feira uma interrupção global, afetando milhares de utilizadores em várias partes do mundo, incluindo unidades militares ucranianas, que dependem fortemente desta tecnologia para manter comunicações na linha da frente.

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Segundo a própria empresa, a falha está a ser investigada e o restabelecimento do serviço está a ocorrer de forma gradual. Esta é a segunda avaria significativa da rede Starlink nos últimos meses.

A plataforma Downdetector, que monitoriza falhas em serviços digitais, reportou dezenas de milhares de queixas em diversos continentes. Contudo, os impactos mais sensíveis verificaram-se na Ucrânia, onde a interrupção coincidiu com operações militares em curso na região de Donetsk. “O Starlink voltou a estar em baixo em toda a linha da frente”, denunciou o comandante ucraniano Robert Brovdi numa publicação no Telegram.

Desde os primeiros meses da invasão russa, a Starlink tem sido uma peça-chave na reconstrução da infraestrutura de comunicações da Ucrânia, tanto civil, como militar. O país recebeu cerca de 50 mil terminais, dos quais 30 mil foram fornecidos com o apoio da Polónia, segundo dados oficiais. O serviço é utilizado por forças armadas, serviços de emergência, hospitais, escolas e administrações locais, sobretudo em zonas onde a rede tradicional foi destruída pelos bombardeamentos.

Como funciona a Starlink?

A Starlink opera através de uma constelação de satélites de órbita baixa, colocados a cerca de 550 quilómetros de altitude, o que permite latências mais baixas e maior rapidez no acesso à Internet, mesmo em zonas remotas ou de difícil acesso. A rede está desenhada para fornecer cobertura global, incluindo em locais como oceanos, desertos, florestas ou regiões polares.

Atualmente, a SpaceX tem mais de 3 mil satélites operacionais, com planos de expansão que apontam para uma rede com até 42 mil satélites nos próximos anos.

A dependência crescente da Starlink por parte de governos, exércitos e populações civis levanta questões sobre a centralização de um recurso crítico em mãos privadas. O próprio Elon Musk já esteve envolvido em controversas decisões unilaterais, como alegadamente limitar o uso da rede em determinados contextos militares ou zonas de conflito, o que tem gerado tensão com aliados ocidentais da Ucrânia.

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