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Oposição em Israel anuncia Governo de coligação sem Benjamin Netanyahu

Este artigo tem mais de 4 anos

O líder da oposição israelita Yair Lapid, encarregado de formar Governo, anunciou hoje que conseguiu fechar um acordo com as forças da oposição para formação de um executivo que destituirá do poder o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

 

A nova coligação governamental, composta por partidos de quase todo o espetro ideológico – incluindo um partido árabe pela primeira vez – será liderada durante os primeiros dois anos pelo ultranacionalista religioso Naftali Benet, que será substituído pelo centrista Yair Lapid nos dois seguintes, noticia a agência EFE.

Os adversários do primeiro-ministro israelita cessante, Benjamin Netanyahu, tinham apenas algumas horas para anunciar hoje um acordo visando conduzir o país a uma “nova era” e acabar com mais de dois anos de crise política.

A ser julgado por corrupção em três casos diferentes, Netanyahu é o primeiro chefe do governo israelita acusado durante o mandato.

Partido árabe Raam formaliza apoio à coligação para novo governo

O partido árabe israelita Raam, liderado pelo islâmico Mansour Abbas, formalizou hoje o seu apoio ao projeto de coligação anti-Netanyahu, o que permite eliminar um dos últimos obstáculos para a formação de um novo Governo em Israel.

Mansour Abbas “assinou o acordo de coligação para formar um governo de unidade”, adiantou em comunicado o gabinete do líder da oposição Yaïr Lapid, citado pela agência France-Presse, que ainda tem até 23:59 (21:59 em Lisboa) para reunir votos que permitam anunciar ao Presidente que obteve apoio suficiente para formar o próximo Governo.

Os adversários do primeiro-ministro israelita cessante, Benjamin Netanyahu, tinham apenas algumas horas para anunciar hoje um acordo visando conduzir o país a uma “nova era” e acabar com mais de dois anos de crise política.

As negociações para a formação de um novo Governo juntaram nos últimos três dias as equipas dos principais dirigentes da esquerda, do centro e de uma parte da direita, como a da Yamina, a coligação do líder da direita radical, Naftali Bennett, previsto como futuro primeiro-ministro no quadro de uma rotação no poder.

A adesão do Raam ou da outra formação árabe israelita, a Lista Unida, resolveria o problema do campo anti-Netanyahu, que precisava de mais quatro deputados para atingir os 61 (a maioria no parlamento de 120 lugares) necessários para formar um governo.

O conflito com os palestinianos, o relançamento económico, o lugar da religião: tudo no papel divide a heterogénea coligação anti-Netanyahu com exceção da vontade de afastar o primeiro-ministro com 15 anos no poder, os últimos 12 consecutivamente.

A ser julgado por corrupção em três casos diferentes, Netanyahu é o primeiro chefe do governo israelita acusado durante o mandato.

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