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Sobral de Monte Agraço quer beneficiar do passe único para as áreas metropolitanas

Este artigo tem mais de 7 anos

O município do Sobral de Monte Agraço diz-se discriminado pelo Governo por, apesar de próximo da capital, não estar abrangido pelo passe único de transporte para as áreas metropolitanas, segundo uma moção aprovada, a que a Lusa teve hoje acesso.

A Câmara do Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, vai apresentar junto do executivo “o mais veemente protesto, preocupação e apreensão” perante “a injustiça, o desequilíbrio e a discriminação territorial que possa vir a ser criada” com a medida anunciada e vai “exigir” que o concelho possa também beneficiar dela, refere a moção.

O documento, apresentado pelo Partido Socialista, foi aprovado por unanimidade na quarta-feira pelo executivo municipal, cujos eleitos são na maioria da CDU.

Para a autarquia, não é concebível que os residentes de algumas freguesias de Mafra ou Vila Franca de Xira que estão mais distantes de Lisboa do que o Sobral paguem 40 euros por um passe nos transportes públicos para Lisboa, enquanto a população de Sobral de Monte Agraço fique a pagar “o triplo”, por pertencer à Comunidade Intermunicipal do Oeste e não à Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Um morador no concelho paga um passe mensal entre os 92 e os 118 euros, valores que sobem para os 154 euros no caso dos passes combinados, de acordo com a moção.

Pelos custos elevados do passe e por falta de alternativas aos transportes públicos rodoviários que existem no concelho, “vários milhares de munícipes de Sobral de Monte Agraço deslocam-se diariamente em veículo próprio para a AML, maioritariamente para o concelho de Lisboa”, alertou o executivo municipal.

Os autarcas lembraram que o uso do veículo próprio no país subiu 35% entre 1991 e 2017 e que, neste último ano, “mais de metade das deslocações são feitas com recurso a veículo próprio”.

Em entrevista à TVI, na segunda-feira, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o próximo Orçamento do Estado terá uma “inovação radical” com a introdução do passe único de transportes públicos nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

 

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