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CDS questiona Governo sobre impacto na pesca de parque eólico ao largo de Viana

Este artigo tem mais de 7 anos

A deputada do CDS-PP, eleita pelo Alto Minho, anunciou ter questionado hoje a ministra do Mar sobre o impacto da instalação de um parque eólico flutuante ao largo de Viana do Castelo na atividade piscatória da região.

Em causa está um projeto de aproveitamento da energia das ondas orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

“Os pescadores asseguram que a localização atualmente prevista para o Windfloat Atlantic irá afetar inevitavelmente as artes da pesca e prejudicar significativamente a atividade que desenvolvem”, lê-se no comunicado hoje enviado por Ilda Araújo Novo.

A deputada do CDS-PP “entende que, a ser verdade, este caso se reveste de enorme gravidade, podendo vir a prejudicar seriamente a sobrevivência destes pescadores e a das suas famílias, que vivem em condições já de si precárias”.

Na nota, adiantou ter hoje questionado a ministra do Mar sobre “se o início da área de implantação do parque WindFloat Atlantic vai, ou não, ser deslocado de forma a resolver-se o problema levantado pelos pescadores”.

Caso contrário, quer saber que medidas vai Ana Paula Vitorino tomar: “Autorizar que a Rede Elétrica Nacional (REN) destrua as artes de pesca ou trabalhar em conjunto com a EDP Renováveis de forma a acomodar o projeto em consonância com os pescadores”, questiona.

Ilda Araújo Novo adiantou que desde novembro de 2017, tem interpelado o Governo sobre o mesmo assunto, “até à data sem qualquer resposta”.

A deputada quer ainda saber que respostas a ministra do Mar vai dar “às interpelações, questões, solicitações e preocupações dos pescadores sobre a localização para o parque eólico, que através das associações que os representam, nomeadamente a Vianapesca, a Associação de Armadores de Pesca do Norte, a Propesca e a Pró Maio, têm repetidamente enviado missivas, quer ao Ministério do Mar quer à EDP Renováveis”.

“A contestação à instalação do parque eólico ao largo de Viana do Castelo assenta no facto de 100% da área prevista estar presentemente ocupada com artes de pesca, devidamente licenciadas pela Direção-Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM)”, especifica.

Acrescenta que “todas as associações reclamam a necessidade do início da implantação se afastar para oeste, ainda que no mesmo enfiamento, o que impediria a amputação da área de pesca onde se encontram as suas artes, pois não há um único

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