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Os Mares do Sul atacam de novo

Este artigo tem mais de 8 anos

Depois de os ventos terem diminuído durante a maior parte do fim de semana e proporcionaram um muito necessário descanso aos velejadores da Volvo Ocean Race, os Mares do Sul  mostraram que ainda têm muito a dizer.

Quando ainda faltam 1.400 milhas para chegar ao Cabo Horn, a frota está agora debaixo de neve e ventos acima de 40 nós, e o mar a crescer. E assim será por mais 24 horas, antes que outro curto intervalo traga ventos mais moderados. Mas, à medida que os barcos se aproximam do famoso Cabo Horn, a previsão é de que as condições se deteriorem significativamente, com muito vento e mar imponente.

A equipa do Brunel continua a liderar a frota no seu avanço para  leste, com velejadores veteranos como o skipper Bouwe Bekking e o navegador Andrew Cape a orientar os novatos da sua equipa através das adversidades dos Mares do Sul.

“Os jovens ajudam a fazer o barco andar rápido, mas eles nunca apanharam grandes sustos e nós não queremos que eles passem por isso”, escreveu Bekking. “Aqui em baixo as coisas podem rapidamente ser como uma bola de neve na direção errada. Num piscar de olhos, 30 nós podem-se transformar em 40 ou mais, e, em seguida, temos um acidente pela certa …”.

“Mas, andámos muito bem nos últimos dois dias”, disse Bekking. “Há uma grande frente vinda de trás e a Zona de Exclusão do Gelo vai pregar-nos uma partida. Agora vamos ter vento muito forte até amanhã.”

O navegador do Vestas, 11th Hour Racing, Simon Fisher, foi ainda mais sucinto num tweet: “Vento. Muito vento. Seguimos o nosso caminho para leste enquanto somos apanhados por uma frente fria. Mais algumas horas difíceis pela frente.”

O Vestas 11th Hour Racing, de Fisher, está em um grupo de cinco barcos 50 milhas atrás de Brunel, todos a 10 milhas um do outro, e espalharam-se por 30 milhas de norte a sul.

Notavelmente, o líder da classificação geral o MAPFRE, conseguiu-se manter com este grupo, apesar dos danos no mastro que limitam a configuração da vela grande a um ou dois risos.

“Acho que temos que estar muito felizes com a posição em que estamos”, disse o skipper Xabi Fernández. “Ontem abrandámos um pouco o barco para fazer alguns reforços, que nos permitam continuar na luta com um ou dois risos até ao Horn…”

“Agora esperamos muito vento. Teremos que ter muito cuidado com o mastro e esperamos poder igualar a velocidade dos outros barcos, para estar na luta a partir do Cabo Horn.”

Na parte de trás da frota, o SHK-Scallywag está a navegar de forma conservadora, continua com alguns danos no equipamento, bem como pelo menos uma cambadela menos conseguida.

O skipper David Witt diz que o objetivo é chegar ao Cabo Horn com segurança e, em seguida, fazer um esforço para alcançar a frota. Dada a previsão de compressão após o Cabo Horn, esta pode ser uma estratégia sensata.

“Temos que chegar ao Cabo Horn intactos e então podemos ter uma oportunidade”, disse ele ao repórter a bordo. “Podemos não conseguir, mas precisamos ir daqui para o Cabo Horn em segurança e chegar lá inteiros.”

 

7ª etapa – Classificação geral – Segunda-feira 26 de março (Dia 9) – 13:00 UTC

1 – Team Brunel . distância até ao final – 3168,64 milhas náuticas

2 – Dongfeng Race Team +50,44

3 – Vestas/11th Hour Racing +50,63

4- Turn the Tide on Plastic +56,02

5 – Mapfre +57,33

6 – AkzoNobel +60,17

7 – Sun Hung Kai / Scallywag +234,42

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