Os preparativos começaram no final de junho e continuam a todo vapor sob a direção de Vladimir Yavachev, sobrinho de Christo, com o apoio do Centro de Monumentos Nacionais.
“Será como um objeto vivo que ganhará vida com o vento e refletirá a luz”, explicou Christo ao apresentar o seu projeto final, dois anos antes de sua morte.
Com um custo de 14 milhões de euros, o projeto é totalmente autofinanciado com a venda de obras originais de Christo: desenhos preparatórios, lembranças, maquetes e litografias.
Em 1985, Christo já havia empacotado a Pont-Neuf, uma das pontes parisienses que cruzam o rio Sena.
Desta vez, após semanas de preparação, uma equipa de 95 especialistas em cordas desenrolou hoje, do alto do Arco do Triunfo, o primeiro rolo de tecido, no lado voltado para a Avenida de Wagram.
O processo de embalagem seguirá dia e noite até ficar pronta no dia 18 de setembro, dia da inauguração.
“Hoje é um dos momentos mais espetaculares da instalação. O Arco do Triunfo embalado está a começar a ganhar vida e aproxima-se da visão do que foi o sonho de uma vida para Christo e Jeanne-Claude”, comentou Yavachev, supervisionando o projeto.
Para Bruno Cordeau, administrador do Arco do Triunfo, “acompanhar a instalação de uma obra como esta, nas atuais circunstâncias, é mágico”.
“A embalagem da Pont-Neuf foi um momento fora do comum. É isso que vamos vivenciar aqui mais uma vez. Cuidamos para que o Arco do Triunfo seja devidamente protegido, principalmente porque o monumento ainda está aberto ao público”, acrescentou Cordeau.
“O Arco do Triunfo não é um monumento como os outros. É o da harmonia nacional. É também um lugar de cultura. A obra de Christo tem a elegância e a humildade de ser efêmera. Ao cabo de duas semanas, ela vai desaparecer”, sublinha o administrador do Arco, que associou ao projeto o Comitê da Chama e de ex-combatentes.
Além das consequências da pandemia, o projeto foi adiado devido à nidificação de peneireiros, que vivem há muito tempo no Arco.







