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E se em cinco anos deixarem de existir contas bancárias? Executivo do Deutsche Bank alerta para mudança iminente

Este artigo tem mais de 8 anos

Marcus Schenck, executivo do Deutsche Bank, acredita que as contas bancárias podem desaparecer dentro de 5 a 20 anos. E os bancos têm de se preparar para esta nova realidade, onde as criptomoedas desempenham um papel determinante.

Schenck disse, no Fórum dos Mercados de Capitais Europeus da Bloomberg, que tinha “aberto os olhos” numa viagem que fez recentemente à China. Para o executivo, o setor bancário vai ser alvo de uma disrupção.

Na viagem à China, Schenck teve a oportunidade de visitar uma empresa responsável por elaborar os “microchips” dos computadores utilizados para “minerar” bitcoin – processo de adicionar registos de transações ao livro público – ou qualquer outro tipo de tecnologia blockchain.

Da China, Schenck trouxe o seguinte discurso, que foi partilhado no Fórum dos mercados: “Há um estudo que mostra que em 5, 10, 15, 20 anos – quem sabe – as contas bancárias vão desaparecer e vão ser substituídas”.

“Isto pode mudar as regras do jogo face ao que estamos a fazer”, disse Schenck, como anota o Business Insider. “As firmas financeiras têm de monitorizar aquilo que está a acontecer”, alerta.

Para Schenck, esta alteração no setor bancário vai acontecer devido à criação de carteiras individuais para “criptomoedas” – onde as pessoas podem armazenar o seu dinheiro digitalmente, dispensando a presença de um banco. A Bitcoin e outras carteiras de criptomoedas – um meio de troca que se utiliza a tecnologia de blockchain – já estão amplamente difundidas. Porém, Schenck acredita que ainda se podem espalhar mais no futuro.

“A maioria das atividades está a caminhar para uma interação eletrónica com o cliente”, diz Schenck, acrescentando que a “na maior parte dos casos de hoje em dia, não há seres humanos envolvidos quando fazemos um negócio”.

Para além de os bancos terem de alterar a forma como operam, os avanços tecnológicos no setor financeiro também estão a mudar as habilitações que as pessoas têm de ter para fazer parte desta indústria. Para Schenck, doravante, ser capaz de programar vai ser tão importante como falar inglês.

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