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Morreu Teresa Cupertino de Miranda, a primeira mulher portuguesa no Dakar

Teresa Cupertino de Miranda, a primeira mulher portuguesa a competir no rali Dakar, morreu esta segunda-feira, aos 78 anos. A notícia foi avançada pelo jornal Observador que confirmou a informação junto da família.

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“A nossa querida mãe e avó, Teresa, morreu em paz durante a noite”, lê-se na nota publicada pelo jornal Observador, adiantando que a missa de corpo presente decorre esta terça-feira às 19h00, na Igreja de Santo António, no Estoril, com o funeral a realizar-se esta quarta-feira, às 14h00.

Segundo o Observador a piloto faleceu vítima de doença prolongada, na sua residência.

Foi uma das pioneiras portuguesas no desporto automóvel e a primeira mulher portuguesa a participar no Rali Dakar, em 1992. Na edição desse ano, competiu aos comandos de um Nissan Patrol, tendo como companheiros Berta Assunção e Manuel Caetano, e terminou a prova na 110ª posição.

Foi também a primeira mulher portuguesa a participar no Rally Paris-Dakar em 1992 e teve oportunidade de conduzir fora de estrada em expedições e provas desportivas pela Europa, Ásia, África, América do Sul. Acompanhou também José Megre em muitas das suas aventuras nacionais e internacionais.

O seu percurso no automobilismo foi registado em Viagem Com o Meu Olhar, livro fotográfico e de memórias que publicou em 2003 e onde deu conta da sua paixão por automóveis desde cedo.

Era herdeira de Artur Cupertino de Miranda, fundador do Banco Português do Atlântico e a sua família foi, até ao 25 de Abril de 1974, uma das dez mais ricas do país. Teresa destacou-se pelo seu espírito aventureiro nesta área competitiva à época reservada aos homens.

A Autosport destaca a sua “visão, coragem e paixão” como fulcrais para que outras pilotos surgissem no panorama do todo-o-terreno, como Joana Lemos, Céu Pires de Lima, Elisabete Jacinto e Maria Luís Gameiro. A mais velha das suas três filhas, Madalena Antas, também se tornou piloto.

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