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EUA aumentam lista de empresas e hotéis de Cuba sancionados

Este artigo tem mais de 7 anos

Os Estados Unidos da América adicionaram hoje mais 26 empresas, entre elas 16 hotéis, à lista daquelas com as quais proibiu a realização de negócios, numa atitude de reforço da posição de dureza face aquela ilha, que justifica com o presumível papel cubano na crise da Venezuela.

Num comunicado, o Departamento de Estado informou da atualização da lista, cujas mudanças entrarão em vigor já esta quinta-feira, 15 de novembro.

John Bolton, assessor de Segurança Nacional do Presidente norte-americano, Donald Trump, adiantou, no passado 01 de novembro, que o Departamento de Estado iria juntar mais empresas à lista.

“A opressão do regime venezuelano é possível graças ao apoio da ditadura cubana”, denunciou então Bolton num discurso em Miami (EEUU), no qual descreveu Cuba, Venezuela e Nicarágua como uma “‘troika’ da tirania” que tinha de ser combatida com mão firme.

A lista foi criada na sequência de uma ordem de Trump dada em junho de 2017 para proibir as transações com empresas controladas pelos serviços militares, de inteligência e de segurança de Cuba.

Até agora a lista afetava 180 entidades, entre elas o conglomerado empresarial do Exército, o Grupo de Administração Empresarial S.A. (GAESA), que se calcula que controla cerca de dois terços do pequeno comércio da ilha; e o grupo de turismo que depende dessa instituição, chamado Gaviota.

Os 16 hotéis recém sancionados tinham relação com o Gaivota, que controla cerca de metade das casas e estabelecimentos turísticos de Cuba.

Entre estes incluem-se os geridos pela companhia espanhola Iberostar, o Grand Packard Hotel, recentemente inaugurado em Havana, e o Bella Vista, em Varadero; e vários localizados nas rochas em Villa Clara, além de um estabelecimento que nem sequer tinha aberto as portas, o SO/ Havana Paseo del Prado, na capital de Cuba.

As sanções também se aplicam aos Serviços de Telecomunicações, aos Orgãos da Defesa (SERTOD) e a outra instituição relacionada com o Exército, a Agência de Certificação e Consultoria de Segurança e Proteção (ACERPROT).

Os norte-americanos que visitam a ilha nem sequer podem fazer compras em sete centros comerciais, “plazas”, sujeitos às sanções em lugares como o Cayo de Santa María e Cayo Coco.

O Departamento de Estado advertiu hoje que irá “atualizando periodicamente” a lista, e que o seu anúncio de hoje supõe a restrição mais forte no processo de abertura desde as medidas ordenadas por Trump no seu discurso de junho de 2017.

O ex-assessor adjunto de Segurança Nacional de Barack Obama, Ben Rhodes, já lamentou hoje a medida, num cometário no Twiter, no qual assegurou que “não há nenhuma razão para crer que estas sanções mudam o Governo cubano”, e descreveu a política de Trump como “retorcida e estúpida”.

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